Depois de ter trocado o cheiro do teu corpo pelo meu naquele abraço que só nós dois sabemos dar um ao outro, também eu me fiz a pergunta que tantos fazem. Como acabou? Perguntam eles a pergunta que também já me fiz. Hoje faço outra. Como começou este sentimento. Paixão. Amor-paixão. Amor-amizade com episódios de pura atracão pelo meio. Hoje amizade-amor.
É um amor feito de dois tempos. Nunca fomos um só, por vezes as nossas diferenças pareciam-me oceanos imensos e eu não conseguia nadar tantos kimómetros, hoje podemos ter oceanos entre nós mas não nos cansamos para estar próximos. Estamos. Somos próximos. Somos amantes do passado e apaixonados do futuro. Como aconteceu? Acontecendo.
A nossa história podia ser cantada assim em dois tempos, nesta música que parece que foi feita para que nós a pudéssemos chamar de nossa.
PS: hoje este homem é o homem da minha vida, apesar de não partilhar a minha cama, partilha comigo muito mais que isso, partilha o meu coração, o meu bem querer. Queremo-nos tanto, queremos tanto que se cumpra a nossa felicidade mesmo que não seja um com o outro. Vamos ser, vais ver!
publicado por a rapariga que matou o coração às 15:13
Pensar que consiguiria inflingir-me este distanciamento era desconhecer-me totalmente. Não sou capaz. Eu sou quem sou porque os tenho a eles. Eles fazem parte de mim. Afastar-me deles seria amputar duas partes de mim. Amo-me demais fazer isso. Amo-os demais. Não resisti à chamada e fui ter com esta minha família de afectos. Não! Não pensei! Fui. Nós vamos sempre onde nos esperam. Ser esperado é bom. E foi bom! Foi bom estar de novo em família.
PS: chego a casa e mais uma vez a 2 dá-me música. Rita Lee e lembro-me sempre desta e desta.
publicado por a rapariga que matou o coração às 03:47
Casa. Silêncio que eu tanto agradeço. Abro as janelas. Resgato a roupa que deixei ontem esquecida defronte para o Tejo à custa da vergonha que me deu por ter cantado pró vizinho e me levou a esconder em casa de tão envergonhada. Não houve postal. A lasanha esteve tempo demais no microondas. O tlm ficou esquecido algures. Na TV a publicidade é mais interessante que os próprios programas. E apetecia-me abraçar-me a ti que ainda não sei quem és. Apetecia-me no meu silêncio dizer-te tudo. Apetecia-me encostar-me ao teu peito e falar-te ao coração apenas e só com a pele. Apetecia-me que me fechasses em ti protegida de tudo e me deixasses ser frágil, porque és o único que vês em mim a fragilidade que que para outros se descoberta seria uma vantagem. Apetecia-me deitar-me contigo, e tu fizesses do teu braço a minha almofada preferida. Beijar-te a face. Olhar-te no fundo dos olhos e quase abraçar-te o coração. Apetecia que me aquecesses a alma e me tirasses deste frio. Apetecia-me que me escrevesses com os teus dedos a palavra amo-te no meu ventre. Que não a dissesses que a escrevesses em mim. Que a marcasses em mim. Que me acordasses os sentidos apenas com o teu respirar. Apetecia-me já te ter conhecido. Já te chamar por um nome. Apetecia-me que já tivesses um rosto para que eu pudesse pelo olhar dizer o quanto foste esperado em noites como esta.
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:18
A guerra também dorme e por isso a soldado vai para casa a pensar se será que é hoje que recebe o postal das canárias.
PS: a todos aqueles que me perguntam "Então e lá no trabalho não há nenhum jeitoso que te encha as medidas?" eu respondo há, não muitos uns dois ou três mas todos eles têm um problemazito, é que eu tenho mais tomates do que os três juntos. Pequenino. O problema claro está porque os tomates esses não têm tamanho, não existem.
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:05
E entretanto a soldado pára novamente a guerra. Alto! E agora pára mesmo tudo! E a soldado pensa no Dia D, não desta guerra mas de outra que, se for perdida, esta também o será e a mala ficará por dividir e tudo terá de recomeçar. Mau, muito mau. Tudo prá guerra já.!
PS: esta guerra também pára para almoço. E também é um bocadinho como o futebol. Por isso estão todos recrutados prá guerra. 12º jogador.
publicado por a rapariga que matou o coração às 13:08
A meio da guerra a soldado pára a guerra. Quer dizer a guerra continua, ela é que pára. E em que é que ela pensa? Na mala que vai dividir. Pronto. Agora sim, a guerra pode recomeçar.
PS: a minha guerra também ela é cómica, pelo menos daqui a uns dias será ou talvez não. Para já é trágica. Talvez um dia seja trágico-cómica. Talvez.
publicado por a rapariga que matou o coração às 12:58
Pronto, então sou baixa, 1,53 mais precisamente, sou branquinha, branquinha, apesar da minha tendência para a mestiçagem. O meu cabelo é castanho de um castanho cor de chocolate preto, agora curto, demasiado até, os meus olhos são verde azeitonas como alguém os gosta de chamar, se o meu cabelo fosse comprido conseguirias ver o meu martírio todos os dias para o domar, agora estou magra, já fui gorda, já fui assim assim.
Tenho um sinal no meu do pescoço, exactamente no meio, que eu digo por graça ser o meu colar preferido, tenho umas bochechas que por vezes, naquelas vezes que me falam ao coração que não gostaria de ter. Faço umas covinhas nas bochechas quando me fazem cócegas no coração.
PS: acabei de descobrir que tenho um vizinho novo, não lhe vi o rosto mas sei que não é maneta. "Ah fadista!"
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:01
Nostalgia. Lágrimas secas. Reencontros e desencontros. Fugas para a frente e para trás. Ou apenas pausas. Slow motion. Suspensa em cima do Tejo, sem lhe tocar com os pés, nem sem chegar ao céu. Ali, só parada à espera que Lisboa a engula. Que Lisboa a abrace. A resgaste. Olhamos para trás e vemos o quanto do tanto que percorremos. Queriamos ter vivido mais, sentido mais, chorado mais e sorrido ainda muito mais. Queríamos ter caído e levantado tantas quantas as vezes que sonhámos, mais ainda se possível fosse. Recordamos o presente, o passado cumprido, aquele que se perdeu em si mesmo e aquele que se perdeu na nossa eternidade, na nossa não verdade. Recordamos. Vemos o quanto crescemos, olhamos para a nossa face e vemos naquela cicatriz, aquela junto ao coração, vemos restícios daquela lágrima, aquela que derramámos, naquele dia,aquela, a única que nos escapou e se partiu em mil pedaços no frio do nosso coração de cristal. Olhamos um pouco mais acima e vemos aquela ruga, aquela, ali, exacto essa mesmo, e vemos os morimbudos daquela guerra que travámos, vemos o vermelho do sangue derramado. E junto aos lábios, que tantas vezes foram beijados de beijos roubados, de beijos abraçados, de beijos perdoados, está aquela ruga, perto daquela covinha que fazes quando te descobrem a paixão no olhar e não a desmentes, pelo contrário entregas-te completamente, qual Sara Bandida. A ruga que contém em sim todas as gargalhas e sorrisos que deste que te lavaram a alma e fizeram-te mil vezes mais bonita do que és. Mas o coração está mais frio do que nunca, e já não é de cristal é de vidro martelado. Levamos as mãos à face, fechamos os olhos e percorremos o nosso rosto com estas mãos pequenininhas, as mesmas que um dia ofereceram o seu coração de braços abertos, estendidos de encontro a um outro. E as mãos, sentem na pele da nossa face todas as derrotas, todas as vitórias, todas as marcas de guerra e de paz. Guerra e paz.
As conquistas do passado enchem-nos a alma, mas o presente e o futuro parecem baços e sem densidade. Por momentos apenas. Cosemos rasgos antigos e abrimos novos, com novos significados e velhas cumplicidades. Exorcizamos velhas angústias, outros tempos, outras lutas e compramos outras, lutas, connosco e com os outros. Guerra e Paz.
PS: Quando nos culpamos pelo amor que despertamos num outro que queremos que o seu único sentir seja o sentir por um outro outro a quem queremos demasiadamente bem e de quem dependemos que seja feliz para que também o sejamos em toda a plenitude, e sendo que esse outro só o é, feliz, se o outro o amar, o continuar amar, culpamo-nos, pois claro que sim. O amor não deveria ser uma guerra com vencedores e vencidos e tenho para mim que nesta irá haver os dois e, muitos, mas muitos danos colaterais. E se há guerra que tenho medo de travar é esta. Mas também não tenho de o fazer pois não a comprei. Apenas sou alvo de um amor que nasceu. Um amor que nãó é meu. Como se trava o amor de outro por nós? Como se ergue a linha de defesa? Como se ataca o avanço do amor por nós?
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:35
Tenho a generala cá em casa! Bom, muito bom. Era mesmo o que eu queria numa noite de chuva. A sorte é que recebi um postalito do Rio de Janeiro. Pôr-do-sol. Baía de Guanabara. "Sol, calor e mar como tu gostas." Pois gosto, disso e de beijos salgados. De sentir o meu corpo a saber a sal.
PS: estou com a cara enfiada no portátil, oculi na ponta do nariz. Se vos perguntarem vocês confirmem. Trabalho, muito trabalho.
publicado por a rapariga que matou o coração às 23:03
Chego a casa derrotada. Deixo cair os restos de mim. Ligo a TV na 2. Palavras. Gosto de sentir palavras. Luís Sepúlveda a falar de exílio. E as lágrimas acumuladas em kms caiem-me pela face. Como deixar para trás a nossa pátria? Cruel. Destino cruel. Este destino que me lixa. O amor deu-me esta pátria. O amor ameaça tirar-ma. Levei anos a conquistar e a sentir como minha esta terra do coração. E agora vejo-me exilada por vontade própria. Diz que o país da memória é o país do Peter Pan. Eu quero voltar a ser o Peter Pan no meu país, não o da memória, mas este, o meu. Quero voltar à minha pátria mas para que a minha pátria se mantenha unida, se cumpra, o exílio impõe-se. Ele diz que nunca volta a ser o mesmo. Perdemos o fio da história. Eu sonho que seja o mesmo, melhor até.
PS: fui dar os parabéns ao meu tio. Góis. Mais uns kms a juntar ao mapa do meu coração. E pensei no que o meu avô diria. O tempo cura tudo. Longe da vista, longe do coração. Se não mostrares os olhos não te podem ver a alma, a tua verdade. Mas esta verdade não é a minha, é a verdade de outro espelhada em mim e eu não tenho o direito de lhe revelar o segredo.
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:23
Deito-me com a sensação de uma espada apontada ao coração. O certo é o correcto. Não é fácil mas é o correcto.
Escolher é fácil. Escolho os dois. Que se amem aos dois. Percebi no pequeno acto falhado que tiveste hoje. Já o tinha pressentido antes. Tu ainda não o sabes. Eu vejo sempre um pouco mais além. Eu gostava de estar enganada. Mas infelizmente não estou. E é irónico, porque repito vezes sem contas que o amor acontece. E o amor aconteceu. E desta vez mal digo-o. Mal digo-o nos teus olhos. E se pudesse arrancava-te essa ervinha daninha que aí está a crescer e adubava-te a planta aí enraizada à mais tempo, a única que deveria ter lugar aí. No meu coração amo-vos aos dois de igual modo. Afasto-me.
publicado por a rapariga que matou o coração às 06:02
Sara Maria está na casa dos pais. Não! A casa dela não está em obras, nem o Tejo decidiu invadir a varanda, apenas não tem comida. Então Sara Maria que ontem depois de andar na boa vaiela em Lisboa lembrou-se que os pais iam viajar hoje e que parecia mal não ir lá dar um beijito e um abracito. E lá foi, tarde mas foi. E por lá se quedou. E hoje acordou tarde, e quis tomar banho que pese embora lhe atrairem os rastafaris ela gosta deles limpinhos. Já dentro da banheira percebe que o esquentador não está ligado e lá vai ela ligá-lo. Na minha casa está sempre ligado. Entra novamente no duche e a água continua fria e lembrou.se que os pais conscenciosos fecharam o gás lá fora e pensa porra. Mas como é preguiçosa calculou o risco e lá foi ela apenas de toalha ligar o gás. E não, a porta não fechou e ela não ficou em pelota na rua. Sara Maria está a ligar o gás e de repente o elevador abre e sai de lá um homem dos seus 30 e qq coisa anos. Eu? Eu só estava de micro toalha e quase sem cabelo nenhum. Ele? Parece que é o novo vizinho dos meus pais. Eu quando calculei o risco, o único que vi foi ser apanhada pelo meu vizinho caquético e então até seria a minha boa acção do dia. Eu? Eu fiquei da cor da toalha. Vermelha. E como me vi negra para abrir a torneira ele, um amor mas com aquele sorriso de bom sacana, ainda me ajudou e eu ali de toalha não tive remédio senão tirar-lhe as medidas. Eram boas.
Agora? Agora vou até ali à Golegã embebedar-me de castanhas e água pé para esquecer as vergonhas.
publicado por a rapariga que matou o coração às 14:31
E pronto hoje é (foi) 6ªf, dia eleito como culturalmente interessante, não que o tenha instituído como tal mas porque tem calhado oferecerem-me convites para este dia.
Hoje foi isto no CCB. Desconhecedora confessa, acabei a noite fã e com muita vontade que o festival andanças ainda não tivesse sido, é que o sacana anda-me a escapar há pelo menos 2 anos.
PS: pois claro que não resisti e tive de dançar, a sorte é que o camarote era só nosso.
publicado por a rapariga que matou o coração às 01:49
A porta da minha casa é um pouco como a do meu coração. Está sempre aberta e apesar de não ter um tapete à porta com a frase "sejam bem vindos à minha casa", gosto que as pessoas se sintam à vontade e parto do príncipio que vêm por bem. Quando gostam voltam as vezes que querem sem precisarem de convite. Sabem que são bem vindos sem eu precisar de lhos dizer. Esta é uma casa de bem. É a minha casa mas também a casa dos meus amigos, onde os gosto de receber, dar de comer e de beber, onde gosto que testem os 700kg que supostamente a rede aguenta, deitados aos pares de três (esta fez-me rir) nela e com os copos sejam eles de caiprinha ou de chocolate quente no parapeito da janela a olhar para o rio. No entanto, fecho a porta da minha casa com a mesma facilidade com que a abro. Na minha casa não são admissíveís faltas de educação grosseiras. A porta fecha-se sem fazer estrondo, apenas se fecha.
PS: lembrei-me agora que todas as pessoas que deixei cair na minha vida foram pessoas que tiveram atitudes menos próprias com outros que na altura não me eram nada, nem nunca foram, mas como diz o meu avô nas costas dos outros vemos nós as nossas e o meu avô sabe.
publicado por a rapariga que matou o coração às 01:38
Auto intitularem-se engenheiros e apresentarem-se como tal.
Falta de vergonha na cara, isso sim.
Desrespeito para com quem anda nisto há anos.
Snobismo do piorzinho que pode haver.
PS: eu ainda não me apresento como tal, acho que ainda me falta muito para lá chegar, apesar de 5 anos a estudar, 2 teses de fim de curso, 7 anos a trabalhar nisto, 1 pós - gradução e um MBA. Muito chão ainda para andar e sem a certeza que um dia o serei.
O meu pai ele próprio engenheiro há 25 anos ainda hoje ao estender a mão não se apresenta como tal.
A minha irmã acabou de o fazer, acabadinha de sair da faculdade.
A minha irmã levou um raspanete que até andou de lado.
PS2: há pessoas que mesmo com um canudo na mão nunca o irão ser, há outros que o são e não tem sequer a 4ª classe.
publicado por a rapariga que matou o coração às 12:00
Para me acalmar. Para não adormecer zangada com o mundo. Pedir desculpa. O meu jogo é a verdade e a verdade é que não gosto que tratem o amor assim como um acordo pré-nupcial de mútuas intenções, por isso nunca me irei apaixonar por ti, nem por ti e também não me vou esforçar para isso, não vou tentar como me pediste porque se o fizesse estava a renegar a única coisa que eu aprendi sobre o amor é que ele acontece quando menos esperamos e nós temos de estar livres para o receber e não podemos preencher como se de furos entre aulas se tratasse com outros menores até chegar aquele que nos arrebatará. Perdoa.me mas não o farei. Por mim. Por ti. Pelo amor que te tenho apesar de desatinar com essa tua visão do amor. Pronto. É isto.
PS: dirás que sou má, insensível eu direi que talvez esta seja a minha maior prova de amor para contigo. Agradeces-me quando encontrares a tal.
Dizes que não me reconheces o fazer acontecer. Dizes que é estranho alguém que luta pelas coisas, que as faz acontecer, que corre atrás deixar o amor ao deus de ará. Ficar sentada à espera que aconteça. Dizes que me invejas a crença. E eu fico triste por ti, a sério que fico.
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:02
O que me irrita mesmo mas mesmo muito são espécimes (independentemente da idade) que me dão lições sobre o amor. Licenciados, mestres ou doutores. Para vocês sabem o que vos digo? Sou leiga no assunto e quero ser assim por muito tempo. Quero desaprender de amar as vezes que forem precisas. Mais: não me apaixono por conveniências nem para passar no exame. Já me apaixonei por todas as idades e sim viveria tão facilmente uma paixão com um miúdo de 16 como com um homem de 70, desde que eles me beijassem o coração e mais importante ainda que não me tentassem ensinar o amor como se de uma ciência exacta se tratasse e mais que mo precisassem de ensinar, porque eu não preciso que mo ensinem porque eu amo como vivo, sentindo.
PS: e antes que faça sofrer ainda mais o meu portátil de tão danada que estou com homens, meninos, whatever, que vêem em mim um troféu que seria giro ganhar porque sou uma mulher e tanto segundo eles, vou ali à caixa do correio ver se tenho postais.
Ai se me aparecem contas!
publicado por a rapariga que matou o coração às 18:53
Ah e como eu não sei nada sobre o amor, vou dormir ali sobre o assunto antes que vire a noite a postar (palavra bonita esta, mas tb who cares, quem não sabe nada sobre o amor não pode querer escrever bem) como se não houvesse amanhã.
PS: ah mas uma coisa sei, uma coisa à la Agata "tu não és homem para mim."
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:54
E sim eu gosto de ver a Popota a requebrar. E sim, eu nunca joguei playstation nem 3, nem 2 nem o raio que a parta. Ó e pasme-se eu também nunca joguei ao amor. Ah tem níveis? Básico, intermédio e avançado. O meu? Já disse que nunca joguei...ao amor, claro!
E sim, irrita-me quando me falam de amor assim como quem fala do farmville, que, pasme-se também nunca joguei.
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:48
Porque amar para alguns é como o CAP de formador. Tem de se dar x horas de formação e quando não se atinje é obrigatório o curso de reciclagem para renovar o CAP.
Sim, agora sim, está apto para amar. Tem aqui o seu certificado.
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:42
PS: é que as paixões para alguns são assim como que uma ida ali à padaria, pão do dia por favor. Está bem que eu também só como pão do dia, mas não passo fome se não o comer. E está bem que eu já me apaixonei como se fosse ali à padaria, mas não tirei senha e nem me pus na fila.
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:20
O meu pai sempre gostou mais de me ver de cabelo curto. Hoje não gosta. Eu também não. Agora, só por agora. Mas eu sempre oscilei entre comprimentos, desde a trança enorme que me caia sobre as costas ao cabelo curtíssimo, 8 ou 80 como sempre.
Quando o tinha comprido quase sempre o enrolava e prendia. Várias voltas. O meu pai sempre que me via com o cabelo assim, olhava para mim e sorria. Lembras-me tanto a tua avó. Quando usas o cabelo assim, ainda mais.
Ao atravessar a ponte, levei a mão à cabeça, e senti o meu cabelo, raso e também eu tive saudades dele, de me parecer com ela.
Tive saudades da trança que deixei crescer, que cortei e te entreguei, como se fazia antigamente. Tive saudades das tuas mãos a puxar-mo para trás para veres melhor os meus olhos rasgados de chinesa. Tive saudades dos jeitos, dos caracóis grandes. Tive saudades de me ajeitares a franja. Tive saudades de o sentir a voar quando me permitias andar de mota sem capacete. Tive saudades...
PS: e por momentos senti a tua mão a percorrer-me a face a beijar-me a lágrima que teimosamente me cai, miúda, pequenina e tímida.
publicado por a rapariga que matou o coração às 00:10