10
Fev 10

O Orelhas está cá em casa. Sistema de partilha parental. Uma semana na casa do pai. Uma semana aqui em casa.

O Orelhas mordeu o anónimo. O anónimo esperou que a anatomia de grey acabasse para me ligar. Queria conhecer a minha varanda. A tal...Eu fui à varanda de pijama, com um resto de tablete de chocolate na mão e os lábios pintados de chocolate preto, desgrenhada e numa figura patética, não acendi a luz mas também não foi preciso, da minha varanda saía um farol vermelho do corar das minhas bochechas. E lá desci de pijama e fui ali até junto ao Tejo beber chá e comer scones quentinhos como eu gosto...

Entardecer... no Barreiro by Suzana Costa.

 

PS: O Orelhas também foi mas desta vez portou-se bem...pediu desculpas ao anónimo com um beijo na boca. O Orelhas gostou, o anónimo nem tanto...eu ri-me, o Tejo sorriu, a Lua ficou tímida e eu...eu continuo a achar isto estranho, mas bom...faz-me sorrir...

publicado por a rapariga que matou o coração às 00:55

09
Fev 10

Cozinhar. Sentar-me à mesa. Sem tempo. Saborear. Abrir a garrafa de vinho tinto que andava ali a namorar-me há algum tempo. Café. Rosabaya. Acender a lareira. Acender as velas. Ir buscar o chocolate ao frigorifico. Manias. Gosto dele frio. Sofá. Manta preferida. Agora sim pode começar...

publicado por a rapariga que matou o coração às 22:45

O que me faz ver uma série, uma novela, o que me apaixona num livro? Um par. O que me faz correr para casa 3ªf à noite. Um par. O que me faz ficar imóvel, contrariar o bicho carpinteiro que tenho dentro de mim? Um par. Será provavelmente a única hora da semana que eu assumo o papel de trintona romântica chorona. Porque há ali qualquer coisa que me lembra de mim. E é assim há sempre um par que me lembra do par a que já pertenci.

 

publicado por a rapariga que matou o coração às 00:01

08
Fev 10

Costa do Castelo. Chapitô. Jantar. Teatro. É-se feliz aos Sábados também por isto.Chapitô's sight by Miguel San.

PS: Por Lisboa sempre.

publicado por a rapariga que matou o coração às 00:01

07
Fev 10

...roubarem-me beijos quando sabem que eu gosto de ser roubada.

 

 

PS: o meu blog anda a virar um manual de como me conquistar, o que me leva a concluir que das duas uma ou eu sou oferecida e divulgo em plena net o modo operandis de me conquistarem, ou sou completamente ingénua ou pura e simplesmente sou...

publicado por a rapariga que matou o coração às 11:12

06
Fev 10

O leitor anónimo já conheceu a mãe. Já conheceu o pai. Já conheceu e andou no boguinhas...ah e já foi mordido pelo Orelhas e levou com o olhar inquisidor do pai. Conheceu o vizinho mal educado e vizinho com quem bebi chá só de t-shirt. Conheceu o hospital do Barreiro e nos entretantos o farmacêutico do meu pai que por acaso é o pai do meu vizinho do lado. 

 

PS: eu tenho cá uma sorte, vem o anónimo buscar-me à porta de casa e todos decidem chegar e sair, sair e chegar...timming perfeito...

publicado por a rapariga que matou o coração às 20:41

Quando me deito, deixo os estores para cima, gosto de acordar e ver o céu. Por vezes adormeço no sofá só para acordar e ver o rio. Hoje adormeci no sofá. Acordei. Não vi o rio. Há uma cortina de névoa que o esconde de mim. Triste. Triste fiquei. Fui correr para a sua beira. Voltei agora. Ele ainda lá está. Agora sim o dia pode começar.

 

 PS: tinha uma receita para aviar (gosto do verbo aviar), coisas para a ansiedade, para a falta de sono e tensões musculares, tretas. Primeiro tive uma branca e andei às voltas para chegar à farmácia de serviço, depois lá chegada aviei cremes para a cara, hidratantes e afins. Pois claro o meu problema é o frio, a pele seca, etc...(não sei da receita, o médico há-de dizer que foi de propósito eu vou dizer-lhe que é desta minha cabeça...)

PS1: a receitar-me alguma coisa que me receitasse algo que me fizesse apaixonar. É que juro que isto anda díficil, isto de me apaixonar, eu que sempre me apaixonei tão facilmente, parece que criei uma resistência qualquer, mas sem razão, até porque nunca levei nenhuma vacina, quer dizer levei uma em tempos, letal, mas recuperei para a vida, com um transplante de coração...

publicado por a rapariga que matou o coração às 10:48

05
Fev 10

Acho que é esta a resposta à pergunta que me fizeram hoje. Quero olhar para mim velhinha e não me envergonhar de não ter vivido, quero olhar para mim e não me ver cheia de mágoas e ressentimentos. Quero poder dizer que vivi, que senti, que chorei e gritei, que ri e sorri, que discuti, que assenti, mas que vivi, que perdi e ganhei e ganhei e perdi mas que vivi. Quero que os meus olhos já névoa não o sejam só pela velhice mas de tão gastos do que viram nesta vida, quero-me juntar ao Rafael, ao Paulo e a tantos que amei e me deixaram e contar-lhes o que vivi por eles, o que vivi por mim, quero que os meus netos e os meus filhos e os filhos e netos dos filhos que não sendo meus são-no também que olhem para mim e digam "eu quero ser assim", eu quero ter uma vida cheia assim. Quero que se orgulhem da vida que vivi. Quero poder ter os meus amores e chamá-los ainda assim, e agradecer-lhes pelo facto de um dia me terem feito sentir a mais especial de todas, me terem feito maior, me terem feito quem sou mesmo que não tenhamos sido felizes para sempre.

 

 

PS: Quero abraçar o Rafael e dizer-lhe ao ouvido que sempre o amei apesar de ter amado outros, a minha vida foi sempre uma vida a dois como aquela que um dia sonhámos....

publicado por a rapariga que matou o coração às 18:37

04
Fev 10

Mais uma inspecção. Mais um stress. Mais do mesmo com gente que vem para aqui mandar bitaites, que não percebe nada de nada mas porque quer passar a perna ao chefe lá dos serviços, sim eles ainda usam o termo chefe de serviços, e eu uso e abuso do termo cabra.

 

 

 

PS: dei comigo a olhá-las fixamente, culpa do filme acima que ontem fui ver com o anónimo mais conhecido deste blogue...

publicado por a rapariga que matou o coração às 17:37

03
Fev 10

A minha vida acalmou, e sempre que acalma fico com uma sensação estranha, quase que à espera de um sobressalto. O sobressalto chegou...sem avisar como sempre... e como sempre vem em boa hora como se as más notícias ou o prenúncio das mesmas possam ter uma boa hora, mas aparecem sempre quando eu preciso de um objectivo na vida, algo que me mova.

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PS: ser mãe é um sonho. Assumir o papel de pai/mãe dos meus pais é mais do que uma obrigação, mais do que um dever, diria que é acima de tudo um acto de amor e diria até que o cumprirei muito bem, porquê? Porque tenho tudo o que é preciso, amor, amor por eles, amor mais do que gratidão, mais do que um orgulho imenso pelo homem que o meu pai é. E o amor dá-me força, dá-me garra, dá-me ganas de conseguir tudo, faz-me superar-me, faz-me leoa, faz-me ir buscar ao fundo de mim aquilo que nem sabia que tinha, é o amor que me faz ser assim...como sou...e não como sei que tenho de ser...porque entre o deve e o haver, eu não devo nada, mas dou tudo...e não devo não porque seja ingrata mas porque nas contas do amor que lhes tenho e que eles me têm a mim não há deves nem haver...E se vou fazer as coisas erradas ou até escolher o caminho mais dificil, talvez, já sei que tendencialmente si, se vou exagerar, fazer um campo de batalha, como faço sempre, sei que sim, se não será preciso tanto, dirás tu, eu direi que não...Por ti tudo Pai...por ti...tudo...e se o tudo me desgastar, me fizer exagerar, me levar ao limite e o limite for sempre outro e outro e mais outro...por ti tudo...por ti...tudo...

publicado por a rapariga que matou o coração às 19:00

O Sapo tem uma lista das 20 casas mais bizarras mas ó sapo, bizarro, bizarro é ter sido identificada só porque, enfim, me recusei a dar 50 cêntimos por 5 min de estacionamento, isso sim é bizarro, os 50 cêntimos, não eu ter sido identificada pela polícia em plena Roterdão.

 

PS: mas não fui ali ao American Nails, porque não quis claro, nunca fui fã de nail design, o único que conheço nas minhas unhas é o rente que os meus dentes desenham e que me arrependo sempre e me envergonho como um pintor se envergonha de um mau quadro.

 

publicado por a rapariga que matou o coração às 00:01

02
Fev 10

A minha relação com o Carnaval sempre foi péssima. A minha relação com o dia dos namorados sempre péssima foi. Juntar tudo num só dia só vai ser o melhor Carnaval de sempre. PS: parece que vou assim, vamos todos. Passei a gostar do Carnaval quando voltei a gostar de gente, quando me rendi a estes que hoje são a minha família. Sempre no Baleal, sempre em Peniche, não por ser Carnaval, nem por ser no Baleal, nem pelas noites loucas em Peniche, mas porque é mais uma desculpa para estarmos todos juntos, nós que somos de tantos sítios.

 
publicado por a rapariga que matou o coração às 13:02

01
Fev 10

Primeiro conhece-se gente. Depois gosta-se de gente. Eu gosto de conhecer gente para depois gostar de gostar de gente.

 

 

 

publicado por a rapariga que matou o coração às 00:19

31
Jan 10

Confirmado pela própria.

Sara Maria nomeada em duas categorias nos Óscares Blogosfera 2010.

 

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PS: não bebeu, não paguei luvas, nem surtou. Eu fiquei parva. Ela diz que gosta do que escrevo. Ora sendo eu o que escrevo posso concluir que ela gosta de mim. Eu gosto quando ela escreve amor, nas crónicas de amor, o amor também se escreve, mas escreve-se melhor quando já se amou, quando se ama e quando se sabe o valor de amar. Eu gosto de pessoas que amam.

publicado por a rapariga que matou o coração às 11:36

Chiado. Estacionar à primeira junto ao Spot São Luiz, local de eleição para um jantar rápido antes de rumar ao Mário Viegas. Raridade. Tão raro que se desconfia. E com razão. Começou mal e acabou mal.

O arrumador indica-me o local gabo-lhe a lata de me pedir dinheiro com a polícia ali em frente mas já nem sei qual deles me irritou mais, se foi a lata do arrumador ou o fechar de olhos do polícia. Saio. Passo pelo arrumador direita ao parquímetro.  Avariado. Olha que sorte. De forma a me fazer notar pergunto ao polícia "e agora? eu até queria pagar", o polícia parvo fica ainda mais parvo com a minha afirmação parva. Sigo. Relaxo no meu sofá de eleição no Spot. Páro. Desço rumo ao Mário Viegas. E rio-me pouco mas mesmo assim um pouco mais do que não ri da primeira vez que assisti. Recuso prolongar a noite. "Nem para uma cerveja?" Nem para uma cerveja. Carro. Abutres para o lugar. Um caramelo faz pisca mas como acha que estou a demorar muito, decide avançar e depois de repente afinal decide que fica com o lugar e toca de fazer marcha atrás e eu ali presa. Então o insólito, o ridiculo, a falta de educação e civismo. Sai um do carro para falar com os outros condutores para fazerem marcha atrás, claro que eles como eu o faria, não fizeram, e o estúpido em vez de esquecer o lugar fica ali sem me deixar sair e a apitar e a esbracejar para que os outros fizessem marcha atrás para que ele também pudesse fazer para que eu saísse e ele ficasse com o lugar. Irritada e com este mau feitio que Deus me deu, saio do carro, ligo ao amigo e digo que conte comigo para a cerveja. O parvo vira-se e diz então mas não ia sair e eu respondo que até ia, mas como estou há 10 min para tirar o carro pq tu meu estúpido me estás a bloquear e achas que meio Chiado deve fazer marcha atrás só porque tu meu projecto de gente não sabes o que queres, mas como eu sei, e agora não me apetece mais, temos pena, ah e já agora não me apetece só para não ficares com ele, com o lugar. A cerveja estava óptima, o feitio nem por isso.

 

publicado por a rapariga que matou o coração às 02:06

30
Jan 10

Parece que o ramo de flores não foi a primeira coisa que aceitei do leitor anónimo que me escreve cartas de amor e que é responsável por ter o sobrolho cada vez mais torto mas que já me fez muito feliz.

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PS: e quando recebi as flores, rosas brancas, a única cor de rosa que gosto, espraguejei e que fazia e acontecia, e que era isto, e o que era aquilo e que voltassem para de onde vieram, e ai o atrevimento, mas depois vi que eram brancas e fechadas como gosto e calei-me e abri os braços, segurei-as contra mim envergonhada e claro próprio de quem tem uma reputação a manter  saiu-me "fazer o quê e ah e tal para o lixo é que não". E pronto e elas aqui estão mas o sobrolho continua torto...

publicado por a rapariga que matou o coração às 12:35

29
Jan 10

Tenho um leitor do blog que diz que só precisa de me ver para se apaixonar de quatro. Não comenta aqui. Envia cartas de amor por mail. Diz que está fascinado e trailarai e pardais ao ninho. Eu li a primeira. Ri-me. De mim própria. Só a mim pensei eu. Veio a segunda. Torci assim o sobrolho como quando há qualquer coisa que começa a incomodar. Veio a terceira. Retorci ainda mais quando ah e tal e encontro. Hoje fiquei completamente torta. Recebi flores. No meu local de trabalho.

publicado por a rapariga que matou o coração às 13:45

28
Jan 10

Depois do Rafael demorei 10 anos para voltar a sentir algo semelhante ao que um dia senti. Semelhante porque nunca nada será igual. Coisas únicas. Nesse meio termo, enganei-me a mim própria mas sobretudo enganei a quem se apaixonou por mim. Reconheço que usei. Sei que também fui usada. Se me serve de consolo ter sido sincera e ter dito que não o amava, não como ele me amava a mim. Não, não serve de consolo. Que estava decidida a pagar a minha dívida de gratidão para com aquele que me segurou a mão num momento em que eu era só sombra. Estava. Que não cumpri o que jurei a mim própria que era fazer-te feliz. Não. Percebi. No momento em que após 4 anos de namoro antevi aquele que seria o teu pedido de casamento aquele que era o que mandava a tradição e percebi o quanto me estava a enganar, o quanto tu te estavas a enganar, o quanto nos estávamos a enganar. Não. Não tinha ninguém. Despedi-me de ti e libertei-me desta minha dívida. Libertei-te desse teu equívoco. Nunca te iria fazer feliz. Equívoco. Quando me dizem que nunca me amaram tanto como tu me amaste. Sorrio e digo para mim...tanto engano. Amar-me-ias se me tivesses libertado. Se me tivesses olhado nos olhos. Nunca me conheceste. Porque eu não era feliz. Tu no fundo sabias. Se me podia ter resignado. Sim, podia. Resignei-me durante 4 anos, enganei-me porque quis. Porquê? Para sobreviver. Convenci-me que nunca mais voltaria a amar como amei. E acreditei que sim. E fingi. E um dia acordei e lembrei-me de já tinha sido e como iria ser e não quis isso para mim. E libertei-me. E vivi desde então.

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PS: 3 anos passaram depois desses 4. No entanto ainda te conheço as fragilidades, ainda as conheço, sei que ao me dizeres que vais visitar o meu local de trabalho amanhã me estás a pedir que não esteja, porque os teus fantasmas os fantasmas do teu futuro que um dia me acusaste de roubar voltarão e com eles as tuas inseguranças, aquelas que disfarças tão bem mas que eu conheço melhor ainda e engano-te mais uma vez, digo que tenho pena mas não estarei e tu enganas-te e pensas que sou eu que tenho medo da tua presença. Não te devo isto. Mas faço-o por ti embora saiba que nunca mo agradecerás nem tão pouco reconhecerás.

publicado por a rapariga que matou o coração às 00:45

Porque é um orgulho e uma dádiva em tê-lo como amigo.

Um dois em um.

 

 

 

 

PS: e lá estarei, e cantarei em silêncio. Desafias-me constantemente. Eu não aceito. Nunca conseguiria fazer par com a virtuosidade da tua guitarra.

E quem o vê tão sério não imagina o quão reinadio, cheio de graça e de um humor acutilante ele é. Discutimos o trabalho de fim de curso do bacharelato no mesmo dia, não éramos amigos então, ficámos por força de amizades comuns. Ele teve a coragem de seguir a paixão. Eu tinha descoberto a minha. Ele ficou por ali. Eu continuei. Ele avançou para o conservatório. Foi funcionário público nos entretantos. Hoje vive da música e para a música. Hoje ele é.

publicado por a rapariga que matou o coração às 00:01

27
Jan 10

Recebi um homem em casa. Um desconhecido. Levou com ele uma cama, vá uma maca. Eu deitei-me nela. De costas nuas. Gritei muito. Para dentro. Soube-me bem. Não o acompanhei até à porta. Deixou-me na cama, vá, maca. Disse-lhe que podia voltar sempre que quisesse mas com aquelas mãos. A cama ficou. Ele há-de voltar.

publicado por a rapariga que matou o coração às 10:03

26
Jan 10

Perguntam-me por onde ando. Por onde me escondo. Porque não me mostro. Perguntam. Inquirem. Porquê? Porque parar é preciso, porque o amor está cá, não se desvanece e não se perde, apenas se contém um pouco mais. Porque percorrer as ruas é preciso. Porque ser sozinha é preciso. Porque viver de outra forma é preciso. Porque é o que me apetece agora. Porque é o que o meu corpo me pede. Porque me falta o Sol. Porque o Verão tem em mim um efeito tremendo e o Sol transfigura-me, porque de noite quero o dia, mas se houver a luz da lua também me dou. Porque a minha vida não se finda nesta que hoje tenho, apenas se projecta sobre ela, porque isto não é para sempre, é uma fase, também ela precisa, necessária. Porque é isto que me apetece. Agora. E o agora é apenas isso o agora. E por agora é isto.

 

 

 

PS: domingo este sol. Domingo deitei-me na rede. Domingo fui ver o pôr do sol do alto da minha colina preferida de Lisboa. Fiz a minha via sacra. Pedi perdão a Lisboa. Fizemos as pazes. Voltei para casa. Feliz. Outra. Lisboa esperar-me-á sempre.

 

publicado por a rapariga que matou o coração às 18:48
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25
Jan 10

A vida nem sempre é fácil. É-o sem dúvida para quem não a vive. A minha não é. Fácil. Mas é deliciosa mesmo quando não é fácil. Porquê? Porque é a minha e é vivida, sentida e tudo e tudo, de bom e de mau, que ela não é santa, nem cinderela, por vezes é madrasta mas sabem uma coisa, faz-se sempre bonita. Porquê? Talvez porque é a minha, a única que tenho e como todas as coisas únicas, é bela. 

 

 

publicado por a rapariga que matou o coração às 22:16

24
Jan 10

E o que fazemos quando nos levantamos e vemos que o Sol deu o ar da sua graça. Corremos. Tiramos a rede das nuvens e pômo-la de frente para o Sol. Deitamo-nos nela depois de preparar o nosso vício da manhã e ficamos ali a olhar para o Tejo com esta música como fundo.

 

 

publicado por a rapariga que matou o coração às 13:32
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Começamos o domingo, aquele que queremos sempre domingueiro, dengoso e tão só de tempo só nosso a ouvir "Inquietação" de José Mário Branco, acompanhado de duas vozes pelas quais me volto sempre a apaixonar. E é irónico ouvir esta música que é tão "eu", que é tão minha. E ouço-a enquanto acrescento estas à minha parede, ao meu mural de vida, que bem podia ser de mar.

 



 

Nils Riedweg

publicado por a rapariga que matou o coração às 00:36

23
Jan 10

A amiga tardia veio cá a casa hoje. De corrida. Para ver se estava tudo no sítio. E estava. E ofereceu-mo. Porque mo ofereceu? Por uma frase, apenas por uma. Aquela ali, no canto inferior direito.

PS: Ela nunca me disse gosto muito de ti. Não consegue. E eu não preciso que mo diga. Sei. Sei porque me basta o olhar. Falo muito com ela pelo olhar, que não mente, que compreende. E é dificil explicar a quem não nos conhece que falamos sem falar. Que sabemos sem dizer. Que concordamos e discordamos e nos zangamos e fazemos as pazes em silêncio. Sei que me ama muito mais que a uma irmã, que não tem. Sei. Porque já chorou comigo enquanto eu chorava e gritava, e gritava e chorava e me rasgava por dentro e ela chorava comigo em silêncio, não dizia nada mas chorava. E não me abraçava, porque ela não abraça, não diz amo-te, não diz quero-te tão bem. Mas eu sei. E como não diz arranja forma de o dizer de outra forma, também ela sentida, gostosa. Eu também gosto de ti. E se dizes que sim, eu acredito. 

publicado por a rapariga que matou o coração às 23:39

22
Jan 10

E pronto, depois de uma pessoa quase ser atropelada por um camião, ficar assim a modos que emparedada, o que lhe faltava mesmo era receber um mail às 22h25 a dizer que tinha ganho um bilhete duplo para aquele concerto que ela mesmo morta não perderia por nada e que por acaso, só por acaso começava às 21h.

 

 

publicado por a rapariga que matou o coração às 22:24

Diz o Pedro que este é um bom sítio para ir quando se quer desaparecer, eu acho que me encontrava perfeitamente em tal sítio.

 

PS:

 E eu até estava com vontade de fazer a vontade ao Pedro não fosse ter sido quase atropelada por um camião, depois de lá ter estado dentro, do mesmo, e ter vindo parar a casa assim um pouco pró moída e trazida ao colo pelo admnistrador que insistiu muito e eu lá tive de deixar.

publicado por a rapariga que matou o coração às 19:51

21
Jan 10

Ontem adormeci ao colo do meu pai demasiado cedo para o ver apagar as velas. E foi comigo adormecida ao colo dele que lhe cantaram os parabéns, baixinho, para não me acordar.

 

 

 

Aqui deveria estar uma foto e está, é só imaginarem-na.

 

 

 

PS: a Marta, a nossa pequena, também lá estava e contou-me hoje em segredo que o meu pai após apagar as velas, beijou-me a face que sorria adormecida.

publicado por a rapariga que matou o coração às 17:41

20
Jan 10

Acordámos cedo. Cedo demais. Para quê? Para enganar o tempo. Para quê? Para enterrar os pés na areia. Para quê? Para mergulhá-los no mar. Para quê? Para me ouvir respirar. Para quê? Para olhar o vazio. Para quê? Para me ir buscar algures perdida no sítio que me encontrava. Para quê? Para me encontrar no voo daquela gaivota, daquela só daquela.

 

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PS: Para quê? Para recuperar o sorriso e dá-lo de presente ao meu pai que faz anos hoje.

publicado por a rapariga que matou o coração às 00:01

19
Jan 10

O cansaço anda-me a fazer triste e feia.

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PS: Gosto de sardas. Tenho algumas. Um dia desenharam-me o corpo com elas. Gostei de fazerem do meu corpo uma tela.

publicado por a rapariga que matou o coração às 00:06

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